Confiança do comércio avança, mas patamar se mantém baixo

Confiança do comércio

Expectativas com os próximos meses voltaram a subir sugerindo que cenário de recuperação do setor deve se manter, mas ainda em ritmo gradual dado a persistência dos níveis altos de desemprego e da dificuldade de recuperação da confiança dos consumidores, aponta FGV

O índice que mede a confiança do comércio subiu 2,3 pontos em julho, ao passar de 93,2 para 95,5 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (25). Foi a segunda alta consecutiva, mas ainda insuficiente para mudar a tendência do índice em médias móveis trimestrais, que recuou pelo quinto mês seguido (-0,4 ponto).

“O segundo semestre começa com resultados positivos na confiança do comércio. A melhora dos indicadores de situação atual mostra que os empresários percebem alguma evolução no ritmo de vendas do setor no mês, mas vale ressaltar que o patamar se mantém baixo. Além dos bons resultados no presente, as expectativas com os próximos meses voltaram a subir sugerindo que o cenário de recuperação do setor deve se manter, mas ainda em ritmo gradual dado a persistência dos níveis altos de desemprego e da dificuldade de recuperação da confiança dos consumidores”, avalia Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

Em julho, a confiança subiu em 9 dos 13 segmentos. A melhora do índice ocorreu devido a um avanço tanto do índice de expectativas quanto do índice de situação atual. O índice de expectativas avançou 2,7 pontos, voltando a ficar acima de 100 pontos depois de 2 meses (102,6 pontos) ao mesmo tempo que o índice de situação atual subiu 1,8 ponto, registrando 88,6 pontos.

Resultado trimestral

Apesar do segundo resultado positivo, nas médias móveis trimestrais houve queda em julho. Depois de quatro quedas consecutivas, o índice dos revendedores de duráveis parou de cair (com alta de 0,1 ponto), enquanto o de não duráveis voltou a cair pela quinta vez seguida (-1,1 ponto). O resultado mostra que apesar da alta pontual em julho, a recuperação do setor continua em ritmo lento até o momento.

Fonte: G1 | Imagem: Pixabay

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